São Paulo, 13 de Outubro de 2005

O presdiente da ANPV, Dr. Analdo A de Lima, esteve presente na da reunião em Curitiba solidarizou com as reinvindicações aprovadas em protesto da redução dos recursos provenientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

 

Presidente da ANPV participando da reunião
em Curitiba junto com Prefeitos e Vice-Prefeitos.

Os prefeitos, vice-prefeitos e representantes dos municípios do Paraná decidiram na manhã desta terça-feira (dia 11), em Curitiba, adotar três duras medidas contra a crise: fechar as prefeituras no próximo dia 31, mantendo apenas os serviços essenciais, como a saúde; 2) adotar regime de férias coletivas entre 15 de dezembro deste ano e 31 de janeiro de 2006; e 3) reunir-se com a bancada federal do Estado no dia 31 deste mês no auditório do Canal da Música, em Curitiba, a partir das 9h, para garantir a aprovação dos projetos de interesse dos municípios paranaenses. As medidas serão tomadas em protesto contra a crise financeira das prefeituras que, por causa das restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física pagas aos contribuintes no mês passado, tiveram uma queda de 37,93% da receita do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) na terceira semana de setembro. O FPM é a principal fonte de receita de 70% das prefeituras do Paraná. Dos 399 municípios do Estado, 314 (79%), têm menos de 20 mil habitantes e são os mais prejudicados pela redução dos repasses federais. Por este motivo, os prefeitos querem ampliar as receitas dos municípios, que recebem apenas 14% do total de impostos arrecadados pela União. Reivindicações Na reunião de hoje em Curitiba, que registrou a presença de cerca de 200 prefeitos e dos representantes das 18 associações microrregionais de municípios, os prefeitos também decidiram cobrar a aprovação do projeto que aumenta o FPM em um ponto percentual (o equivalente a R$ 1,4 bilhão por ano), da reforma tributária e ainda da proposta de emenda constitucional do senador Osmar Dias (PDT/PR) que destina 10% das receitas das contribuições federais aos municípios (valor equivalente a cerca de R$ 15 bilhões por ano). Outra medida aprovada por eles foi a realização de uma manifestação em Brasília no dia da votação do projeto de reforma tributária, em data ainda indefinida. O protesto amplia o movimento iniciado na segunda-feira da semana passada (dia 3), quando 28 das 32 prefeituras da Amerios (Associação dos Municípios da Região de entre Rios) fecharam as portas. Na sexta-feira (dia 7), os 42 prefeitos da Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná) resolveram adotar uma série de medidas drásticas contra a crise: imediato corte de despesas com água, luz, telefone; além do regime de férias coletivas, também entre 15 de dezembro a 31 de janeiro. A manifestação de ontem foi proposta pela diretoria da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), que também vai mobilizar as demais entidades nacionais e estaduais de municípios em apoio ao movimento. “Não podemos continuar aceitando que os municípios sejam tratados com desrespeito pela União. Nós recebemos só 14% do total de impostos arrecadados no País e, além disso, tivemos que assumir encargos que são de responsabilidade da União e dos Estados da ordem de R$ 6 bilhões. Temos que reagir a este estado de coisas”, diz o presidente da AMP e prefeito de Nova Olímpia, Luiz Sorvos. Assessoria de Imprensa Aurélio Munhoz Reg. Mtb: 2635 Fones: 41-9184-9302.

 

 
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